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Artur Xexéo, o Bairro Peixoto e Djenane Machado

Um dos cronistas que mais gosto de ler é o Artur Xexéo.
Desconfio que tenho um estilo de escrever parecido com o dele, mas é só desconfiança. E se for, é só o estilo despojado, coloquial. E para por aí que eu não sou doido de querer me comparar com um cara genial como ele.
E não se trata apenas de amador ‘versus’ profissional que isso nem é tão definitivo assim em criação de textos. É capacidade mesmo.
Bem, feitas as devidas justificativas informo que resolvi colocar aqui no blog uma crônica que ele escreveu recentemente e tenho dois motivos para isso: o Bairro Peixoto e a Djenane Machado.
Comecemos pelo bairro.
Há alguns anos comecei a frequentar mensalmente Copacabana por necessidade de tratamento de saúde de familiar e acabei tomando gosto pelo lugar.
Aí descobri que ali tem “subdivisões” do tipo “um bairro dentro do outro”. 
Exemplo? Digamos que você esteja no Leme, aquele extremo sul (ou é leste?). Então está em Copacabana e pronto.
Mas e esse tal de “Bairro Peixoto”? Minha curiosidade não me deixa em paz. Já tinha ouvido falar e achava que ficava nas fronteiras de Copa, mas na verdade é caso parecido com o citado Leme.
E onde fica? Os gurus Google Maps e Wikipedia respondem a este ignorante sobre os meandros de Copacabana:
O Bairro Peixoto, na verdade, fica dentro de um outro bairro que é Copacabana e seu coração é formado pelas ruas Tenente Marones de Gusmão, Maestro Francisco Braga, Décio Vilares, Capelão Álvares da Silva e pela praça Edmundo Bittencourt. Tem por limites, a Rua Henrique Oswald (acima), que se localiza junto ao Túnel Alaor Prata, à esquerda as ruas Santa Clara e Lacerda Coutinho, à direita a Rua Siqueira Campos e Ladeira Tabajaras (até a Travessa Santa Margarida) e, abaixo, a Rua Toneleros.
Os terrenos do Bairro Peixoto pertenciam à chácara do comerciante português Comendador Paulo Felisberto Peixoto da Fonseca, que chegou ao Brasil em 1875. Sua chácara possuía uma lagoa, um pantanal, árvores frutíferas e um bambuzal entre os morros de São João e dos Cabritos. O Comendador Peixoto não tinha descendentes diretos e deixou todos os terrenos de sua chácara para cinco instituições de caridade: Associação Asilo São Luís para a Velhice Desamparada, Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V, Sociedade Portuguesa de Beneficência do Rio de Janeiro, Casa dos Expostos e Hospital Nossa Senhora das Dores.
 
E não é que o consultório da dermatologista de minha filha se localiza exatamente ali, em uma  ruazinha tranquila chamada Lacerda Coutinho, pertinho do túnel, da Toneleros e da Santa Clara? Estava nas fronteiras do lendário Bairro Peixoto e nem sabia!
Olha um trecho do bairro, segundo o Google Maps:
O fato: Artur Xexéo mora há séculos (desculpe, décadas) no Bairro Peixoto e de vez em quando o cita em suas deliciosas crônicas. Desta vez foi além, mencionou celebridades que moram ou moraram ali.
Já citei neste humilde blog que um dos meus sonhos é conseguir um apartamento no Rio. Provavelmente não realizarei, mas sonhar é legal. Pelo menos isso. E o Bairro Peixoto seria uma ótima opção. Ainda mais agora que descobri que a Djenane Machado mora lá.
Entramos então no segundo motivo de inserir a citada crônica no blog.
Dias atrás, em post sobre o triste episódio da morte do ator e diretor Marcos Paulo (leiam mais abaixo), errei – mas consertei no mesmo artigo – que ele tinha atuado na novela “Estúpido Cupido”. Aí citei três beldades da novela de 1976: Françoise Fourton, Elizabeth Savalla e Heloísa Millet. 
Pois a segunda falha foi não falar sobre a belíssima Djenane Machado que atuou no papel de Glorinha.
Inesquecível atriz que desapareceu das telinhas lá pelos idos da década de 1980. 
Agora o Xexéo me diz que é vizinho de bairro e que ela pode ser vista caminhando por aquelas ruas arborizadas, pensando quem sabe nas poesias que anda criando. Não dá mesmo vontade de mudar pra lá?
Obrigado pela dica Xexéo. Quando voltar à Copa vou fazer plantão na pracinha. Quem sabe dou sorte de vê-la passando…
Bom feriado e bom fim de semana prolongado pessoal!

A Beverly Hills de Copacabana

Artur Xexéo

“Já disse aqui que o Bairro Peixoto é uma espécie de Beverly Hills de Copacabana, onde os astros se encontram. Tem gente cuja passagem por aqui ficou na História. Bernard, o do vôlei, e Roberto Medina, o dono do Rei da Voz, foram moradores de um tempo em que a Praça Edmundo Bittencourt… bem, ninguém a chama assim, embora ela tenha até um busto homenageando o dono do “Correio da Manhã”. Para os íntimos da região, é a pracinha do Bairro Peixoto. Pois bem,
Bernard e Medina são de um tempo em que a pracinha ainda era um bambuzal.
O bambuzal foi uma pequena parte que sobrou da chácara do comendador Paulo Felisberto Peixoto da Fonseca, origem da pequena área que é tão orgulhosa que, embora seja apenas uma parte de Copacabana, teima em se chamar de bairro. O bambuzal não existe mais, mas o Bairro Peixoto continua atraindo estrelas como Bernard e Medina. Quando me mudei para cá, a Cora Rónai ainda morava num prédio em frente ao meu. A gente ia para a janela quando conversava ao telefone, criando uma espécie de videoconferência sem vídeo. Depois, o prédio dela ameaçou desabar, todos os moradores venderam seus apartamentos, o tal prédio bambo foi demolido, Cora nos traiu mudando-se para a Lagoa, foi erguido um espigão no local antes ocupado por um simpático edifício antigo de três andares, e a Cora passou a se interessar por capivaras. No Bairro Peixoto nunca teve capivara. Nem no bambuzal.
Ainda nem pensava em morar aqui, mas conhecia o bairro porque era nele que morava a Denise Saraceni, num tempo de vacas magras em que ela dividia o apartamento com Jerônimo Jardim, um compositor gaúcho que tentava a sorte no Rio. Jardim é o autor de “Purpurina”, canção que ganhou um festival da Globo. Conheci a música bem antes do festival num dos muitos saraus que Denise promovia em sua casa. No mesmo prédio da Denise, morou o Marcelo Tas, muito tempo antes do “C.Q.C.”. Acho que Tas até tinha cabelo ainda. O humorista não deve ter boas lembranças daqui. Seu período de morador coincide com o que ele quebrou um calcanhar e, imobilizado, não podia sair de casa. A prisão involuntária o obrigava a ouvir os rituais de exorcismo que eram promovidos na igreja que ficava ao lado. Quem disse que somos um bairro bucólico?
Eu já tinha chegado quando Luciana Gimenez veio para passar uma temporada. A apresentadora da Rede TV morava ali no alto da Décio Vilares, no Hotel Santa Clara, um estabelecimento três estrelas cadentes, cheio de charme mas sem ar condicionado. Foi na mesma época em que ela conheceu Mick Jagger.
O Bairro Peixoto já foi um bom lugar para se discutir cinema. Moravam aqui, simultaneamente, os cineastas Jorge Durán e Jossé Joffily, e o crítico Miguel Pereira. Sei que Domingos de Oliveira também já foi morador. Foi em seu apartamento que ele deu uma festa de réveillon em que acabou conhecendo Leila Diniz, como consta do filme “Todas as mulheres do mundo”.
Por falar em Leila, Louise Cardoso, que a interpretou num filme, já foi musa do bairro. Mudou-se para não muito longe, logo ali na Toneleros, mas manteve como de sua propriedade o apartamento em que vivia. Acho que um dia ela vola. Gringo Cardia não saiu daqui. Tem uma cobertura toda reformada na Maestro Francisco Braga. Roberto Frejat já viveu num dos pontos mais atranetes da área, um beco no finzinho da Maestro.
Para os que ficaram curiosos com as identidades das personalidades que batizam nossas ruas, aqui vão elas: Maestro
Francisco Braga é o autor da música do “Hino à Bandeira”, e Décio Vilares é um pintor que fez o desenho do disco azul da bandeira nacional. Estão lá os dois, unidos pela mesma bandeira, sendo lembrados em ruas paralelas.
É no Bairro Peixoto também que a gente pode ver Bete Mendes voltando do supermercado. Bem, Beverly Hills tupiniquim tem características próprias.
Mas desandei a falar das celebridades que moram ou moraram no bairro onde vivo porque, há muito tempo, a que mais me chama a atenção, ao mesmo tempo, me intimida. Não tenho coragem de abordá-la, mas esta semana, enfim, falei com Djenane Machado, quando ela voltava de sua caminhada matinal. Djenane foi um estouro desde sua estreia na TV Globo, em 1968, na novela “Passo dos Ventos”, de Janete Clair. A novela lançava o par romântico Glória Menezes e Carlos Alberto, mas quem roubou a cena foi Djenane, cuja personagem, uma sinhazinha no Haiti, apaixonava-se por um escravo. O romance interracial foi um escândalo. Djenane fez mais uma penca de novelas, criou a personagem Bebel na primeira versão de “A grande família”, esteve na linha de shows como vedete, arrasou como a hippie Lucinha Esparadrapo da novela “O cafona”, de Braulio Pedroso, e… saiu de cena. Hoje, dedicase à poesia (já lançou dois livros) e encanta os vizinhos quando é vista em suas caminhadas pelo bairro. Continua bonita. Continua carismática. Continua alimentando as saudades de uma geração que a viu brilhar na televisão.”

 Fonte: Blog do Artur Xexéo

 

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Uma historinha sobre Cosme e Damião

Uma das maiores frustrações da minha vida aconteceu num Cosme e Damião.
Como todas as crianças do Bairro Peixoto da minha época, eu também saía louca pela rua atrás de doce.
Uma vez consegui vários saquinhos recheados com tudo o que eu mais amava — maria mole, doce de abóbora e de batata roxa, cocô de rato, as coisas mais deliciosas que existiam na face da terra.
Juntei tudo num saco maior, e voltei para casa, triunfante.
Nós morávamos no terceiro andar de um prédio com escadas; quando passei pelo segundo, a dona Conceição, uma vizinha meio biruta, estava na porta.
Papai e Mamãe tinham me ensinado que, sempre que eu estivesse com alguma comida na mão, deveria oferecer para os outros antes de comer.
Parei diante da dona Conceição, roída pela dúvida: oferecia ou não oferecia?
Mas a educação falou mais alto.
— Dona Conceição, aceita um doce?
— Ah, peraí, minha filha — e sumiu lá pra dentro.
Eu, boba, achando que ela ia me trazer um saquinho com mais guloseimas.
Pois sim.
Ela voltou foi com um prato:
— Esse é pra mim, esse pro Arthur (era Arthur, o marido? não tenho certeza), esse é pra Maria, esse é pra…
Resumo da ópera: ela pegou tudo.
E eu cheguei em casa arrasada, chorando de tristeza e de raiva.
Solidários com a minha dor, Papai e Mamãe me levaram para comprar doce, mas não foi a mesma coisa; nada tinha gosto de doce de Cosme e Damião descolado na rua.
Nunca mais consegui passar pelo segundo andar sem medo, e sem sentir uma mágoa demolidora no fundo do coração.

Cora Ronai

 

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Uma grande festa para a criançada!!

Feirinha de artesanato
Comidinhas
Apresentação do musical “Passinho da Tabajaras!

Participe!
Traga a criançada!
Vai ser show!

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Convite

 

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DIA DAS MAES

 

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Gostaríamos de compartilhar o sucesso da nossa campanha de doações para o Natal do INCA.
Queremos agradecer a todos da comunidade de nosso Bairro Peixoto pelo esforço.
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Esse é o recibo da campanha de doações promovida pela OÁSIS em prol do INCA.
A Oásis agradece muito a todos que colaboraram.

 

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